O grande alinhamento e o despertar da cidadania cósmica
O mês de Dezembro de 2007 será marcado por um grande evento celeste, a Grande Conjunção Júpiter/Plutão, o Solstício,o alinhamento de outros Planetas menores e o Grande Centro Galáctico.
Não se trata de uma ocorrência corriqueira, já que, a última foi em 1748 e, teve por resultado uma revolução em conceitos filosóficos, culturais e religiosos que desencadearam profundas mudanças no mundo todo. O Iluminismo, o enciclopedismo, bases do despotismo esclarecido, e, mais tarde das revoluções Francesa e Americana, além de movimentos de independência de diversos países, maior independência de Clero e Estado, ensino básico obrigatório, pela primeira vez foi adotado; uma maior popularização da cultura estimulando a liberdade a fraternidade e igualdade de direitos, acredito que , seja consenso a noção do peso que aqueles conceitos filosóficos tiveram naquela época e até hoje, mas é mais impressionante quando verificamos as outras ocorrências desta conjunção, ela tem relação com morte de Cristo e início do Cristianismo, com a queda do Império Romano, com a adoção do cristianismo como religião oficial, criação de bibliotecas, ensino acadêmico etc.
Dentro de uma abordagem astrológica e Wiccana, dizemos que , momentos como este são um portal, “entre mundos”, principalmente por que envolve o Centro Galáctico, a quem os Maias Chamavam de HUNAB KU uma divindade de onde viria tudo, criadora dos planetas e estrelas de nossa Galáxia. A passagem por este portal dia 11/12/07 às 16:26hs. possibilita a abertura para um nível de consciência para o propósito maior dos indivíduos , das Nações e da própria Terra, como uma oportunidade de expressar o seu papel Cósmico perante o Universo.
Isto pode soar um tanto exagerado e, as forças dos planetas envolvidos e o signo de Sagitário, são dados a exagero e megalomania, mas isto não significa que seja uma análise errada. Mitologicamente Júpiter rege as forças celestes, Plutão as subterrâneas, em Sagitário estas divindades revolucionam o modo de pensar de uma Era, colocam em cheque as religiões estabelecidas e filosofias para que cumpram o papel de trazer ideais elevados e abrangentes, sempre que filosofias, religiões e Nações estiveram usando uma idéia para fins mesquinhos, durante uma configuração planetária desta , foram profundamente abalados por um novo conceito. Pois o princípio inerente a este alinhamento é o de grande oportunidade evolutiva, oportunidade de prestarmos contas para com a Divindade.
Então vamos analisar como esta oportunidade se mostra:
Em primeiro lugar, é preciso dizer que as energias evolutivas são neutras, muito embora a evolução e o desenvolvimento sejam inexoráveis, existe o livre-arbítrio, seja ele individual ou coletivo.
O livre-arbítrio é um poder de escolha, que determina a velocidade com que evoluímos, de modo que vamos na base da tentativa e erro tentando encontrar, em nossa senda evolutiva, o caminho com menos tropeços, descobrindo as Leis que governam a Natureza, encontrando nosso espaço, nosso propósito . Carl Jung dizia; “Livre-arbítrio é a capacidade de fazer de bom grado o que era preciso fazer”. Por isso digo que ele determina a velocidade com a qual chegamos a bom termo com nosso destino, pois para o plano divino não faz diferença quanto tempo levemos para aprender uma determinada lição, e decorrente disto só podemos afirmar que este momento pode propiciar um grande salto evolutivo, como também que as bases filosóficas e religiosas atuais serão abaladas, mas não é possível garantir que este avanço ocorra, pois a resistência às forças evolutivas também podem ser igualmente fortes, o que significaria simplesmente que ainda não estávamos prontos para tanto.
Tendo explicado o conceito de livre-arbítrio cabe completa-lo com o de oportunidade, na antiguidade os gregos dividiam o tempo em Cronos e Kairos, Cronos era tempo cronológico e Kairos o tempo certo, quando se poderia estabelecer uma nova relação com o destino, sem que isto implicasse em hybris (desafio aos Deuses).
Traduzindo para uma linguagem mais simples, todos nós trazemos uma Natureza interna que se manifesta no nosso temperamento, nossa vocação e, consequentemente no destino. Assim, o destino é a expressão de nossa própria Natureza, quanto mais conscientes somos dela melhor realizamos nosso destino. Por exemplo, suponhamos que o destino de alguém seja ser médico, esta pessoa pode descobrir isto bem cedo, aceitar a vocação e se empenhar para realizá-la da melhor forma, independente do quanto precise se empenhar e dos obstáculos que encontre, esta mesma pessoa pode também não dar ouvidos ao chamamento interno, se deixar levar pelas pressões externas, seguindo à deriva sua vida, guiado pelas contingências de sobrevivência e padrões socialmente aceitos; ficando mais distante de seu destino. Quanto mias um indivíduo transgrida sua Lei natural lutando contra o seu destino, mais desestruturado, sem ligação com a alma e atormentado será, na Grécia antiga dizia-se que o castigo por Hybris (desafiar o destino) era a loucura.
De modo que , o que as forças evolutivas querem é que justamente realizemos nosso destino, os nossos mais nobres potenciais, aquilo que mais nos aproxima das divindades.
E o que seria Kairos?
Kairos, o momento certo, é quando um conjunto de fatores, como uma configuração planetária propícia , torna possível a compreensão de uma maior parcela deste propósito divino abrindo-se a oportunidade a um caminho sem tropeços.
Este tempo certo é pontuado por ciclos individuais , especialmente quando Planetas lentos cruzam os ângulos do mapa natal (o que pode ser verificado por astrólogo experiente que , também orientará as opções que se abrem), com também , existe Kairos coletivo quando uma nova consciência deve despontar na humanidade.
O signo de Sagitário rege a Religião, ou o anseio religioso (se re-ligar com a divindade), a filosofia, a busca da verdade, do como funcionam as leis que governam a Natureza e as leis dos homens. Sendo representado pelo arqueiro, simboliza a ânsia por alvos elevados, a expansão o entusiasmo e a fé. Quando não consegue expressar positivamente estes ideais pode ser arrogante, dono da verdade com o desejo de impor aos outros sua verdade, desconhecendo que a Verdade se impõe por si só.
Como já disse a influência é neutra, nós humanos a “lemos” conforme o estágio evolutivo em que estejamos, em outras épocas esta conjunção já favoreceu a imposição de uma religião oficial, guerras e perseguições religiosas.
Enquanto Júpiter é o pai generoso, Plutão rege as forças subterrâneas do inconsciente, individual e coletivo, pode ser tanto o diamante precioso como nossa faceta mais negra, que precisa emergir à consciência para ser lapidada, rege a política, as forças vulcânicas com o seu poder destrutivo e fecundo. Sua influência esta tanto associada a guerras, ao caos, às transformações brutais causadas pelo homem ou pela Natureza, os grandes empreendimentos, o Petróleo, o radicalismo, Plutão é ou oito ou oitenta, para o mal como para o bem, a chave para o seu uso construtivo são os propósitos nobres e coletivos, o seu poder é concedido para ser usado de forma imparcial sem interesses mesquinhos e quando as forças evolutivas se apresentam sua nobreza se manifesta cedendo lugar ao novo sem resistir, pois Plutão também ensina o desapego.
Juntando tudo isto ao alinhamento com o Centro Galáctico (a Via Láctea e uma espiral e este centro é o seu miolo,foco de onde parte as força centrifuga, que cria planetas e estrelas, útero de onde vem tudo), podemos dizer que acontecimentos deverão abalar pontos nevrálgicos de nossa cultura, mudando radicalmente conceitos , valores e formas de viver.
No nível individual, em especial para as pessoas de signos mutáveis (Sagitário, Gêmeos, Virgem e Peixes) e ou com algum posicionamento relevante nestes signos, poderão sentir uma profunda mudança em sua forma de sentir a espiritualidade, talvez isto seja desencadeado por uma experiência mística, iluminação, ou por que eventos coletivos de algum modo as afetem forçando este despertar espiritual , além de uma maior identificação com o coletivo.
É verdade que, também a experiência religiosa pode ser exacerbada a pessoa comece a se achar portadora de alguma verdade, ou ainda, a ameaça de grandes mudanças coletivas faça com que se aferre em crenças e filosofias obsoletas e fundamentalistas.
Mas se se abrir a uma nova consciência, o indivíduo pode buscar uma forma de incorporá-la a sua vida , tornando-se mais participativo. Uma dica seria procure encontrar seu lugar no mundo e, se houver necessidade de lutar então não é o lugar certo.
Num nível coletivo esta influência não deve passar despercebida, como disse na passagem anterior ideais marcaram revoluções, Nações foram criadas uma nova estrutura política se consolidou para concretizar estes ideais, e agora será que se mantiveram fiéis? Será que os guardiões dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade respeitaram estes ideais? Pode ser uma época em que os Deuses podem cobrar dos que se acharam donos de uma verdade, com procuração divina para fazer o que quisessem, o quanto cumpriram o que prometeram. O quanto promoveram a cultura e o desenvolvimento?
Os povos árabes também são regidos por estes planetas, Júpiter a religião, Plutão o petróleo, também porão ser profundamente afetados.
Nestes lugares movimentos religiosos estarão forçando mudanças, igrejas poderão estimular a resistência o que só trará mais sofrimento.
Escândalos podem trazer abalos nas estruturas religiosas e jurídicas, tanto Júpiter como Plutão costumam “dar corda” a movimentos negativos só para desmascara-los mais para frente.
O que seja obsoleto tenderá a dar lugar ao melhor.
O uso da internet deverá encontrar o seu papel verdadeiro como instrumento educacional e difusor de cultura e intercâmbio.
Mas o que acredito seja o que de mais positivo deva ocorrer será um despertar do que chamo Consciência Cósmica, seja desencadeada por abalos coletivos, talvez pela crise ambiental que se agrave , ou porque maturidade da humanidade permitiu que se alcançasse esta consciência sem dor, sem sofrimento; ela permitirá o aparecimento do cidadão cósmico, alguém que , não se sente só brasileiro, americano, judeu, árabe, mas um ser humano responsável pelo Planeta, que deixará de validar suas crenças pelos seus interesses, mas que aceita mudar suas crenças se elas não correspondam mais ao interesse evolutivo da humanidade, a compreensão de uma verdade maior perante Deus, só pode ocorrer com uma mudança de perspectiva, se alguém se sente uma formiga provavelmente defenderá interesses das formigas, se se sente de uma nacionalidade ou religião defenderá o pais e as crenças, se se sente humano, defenderá outros seres humanos , mas se se sente parte do Cosmos, próximo de Deus, como Cidadão cósmico defenderá a vida e Terra .


